Era ontem mas ficou para hoje. Afinal até é melhor amanhã. Ou segunda, que se mete o fim de semana. Fazemos depois, tudo de uma assentada!

Começa de uma vez! Já atrasaste vários dias o que leva poucas horas a fazer. Não te apetece pegar no que te vai complicar o dia, tirar disponibilidade, condicionar os planos.

E pões tudo à frente do trabalho. Não começas nada porque não vais acabar; nada terminas porque não começaste. Os teus dias passam-se entre o telemóvel e um mínimo de esforço para justificar o que fazes.

Reage. Falta-te brio e responsabilidade. Cansa-te! Não tenhas pena de ti próprio.

Básico? Talvez.

Mas, cada vez mais, parece necessário voltar a esta afirmação. É que, nas conversas sobre a Igreja e sobre a doutrina cristã, andas à volta de argumentos que esquecem o primeiro: Deus existe.

A Igreja diz coisas absurdas, bizarras, estúpidas, impossíveis, ridículas, cruéis... se Deus não existir.

Começa por procurá-Lo. Ele procura-te.

Um dia descobriste que o amor acolhe a vulnerabilidade e pareceu-te maravilhoso! O que mais temias mostrar encontrou um lugar seguro em alguém: as tuas fraquezas, os teus medos.

E também acolheste com delicadeza, a vulnerabilidade de quem amas. Aprendeste a proteger, a escutar, a compreender.

Mas discutem. E agora sabes muito bem o que mais magoa, o que humilha, o que faz a ferida mais profunda. Sabes que podes escavacar essas fragilidades para lhe dar uma lição.

Por amor, recebeste nas mãos um tesouro. Rico e belo, mas frágil. E imerecido. Atirar ao chão o que devias guardar com a vida é uma traição. Nunca queiras ferir.

Que faça a tua vontade ou que te ajude a fazer a vontade de Deus?

Tens esperança de que Deus queira o que tu agora queres. E muitas vezes acertarás.

Mas não te esqueças das palavras da Escrava do Senhor: faça-se em mim segundo a Tua palavra.

Pede a Maria o que tens para lhe pedir. Ela vai dar-te algumas coisas, guardar-te de outras e, sobretudo, moldar o teu coração para acolher o que te der Deus. Como uma mãe.

Fátima incomoda.

É um milagre que não consegues explicar. É o refúgio de uma multidão mais simples do que tu. É uma mensagem à antiga. É exigente.

Apela à oração e à penitência. Alerta para o perigo do inferno. Acusa a consciência sobre a vida imoral.

Mas é um lugar de alegria e paz, como é sempre o colo de Nossa Senhora.

Baixa as tuas defesas e deixa-te incomodar.

A humildade não é a virtude que rebaixa o homem, mas a que lhe revela o seu verdadeiro valor.

Podes ter todas as honras deste mundo e ser considerado por todos o maior. Quão longe estarias de perceber a grandeza de ser filho de Deus, querido e amado pelo Criador, irmão de Cristo e, que deu a vida por ti na cruz.

Estás chamado a ser divino.

Então serás misericordioso, lento para a ira, darás o teu lugar a outros, perdoarás até os que te quiserem crucificar. À semelhança de Deus.

Será que te acham graça? Ou que és um chato? Reparam na tua insegurança? Estarão a falar sobre ti? A tua roupa era adequada? E o estilo? E o que disseste?

Tens medo que te julguem, porque julgas os outros. Deixa esse vício e terás mais paz.

Ainda podes ser como aquele que invejas e que está à vontade em qualquer lugar e com qualquer companhia. Não é só um talento, é o desprendimento pessoal.

Ri-te de ti mesmo, leva-te menos a sério. Se não libertares espaço interior, Jesus não tem como viver em ti.

Um ano de um Papa de uma Igreja.

Foi o que o Papa trouxe no coração e pediu, por palavras e gestos, neste ano de pontificado: proteger e construir a unidade, na única Igreja, do único Jesus Cristo. Como Jesus e o Pai são um, queremos ser nós, unidos ao Santo Padre.

Reza pelo Papa. E, pela unidade, mete a tua agenda no bolso!

Estás com jovens e querias ser jovem; estás com atletas e lamentas a dieta que não fazes; estás com intelectuais e sentes-te humilhado por não estar à altura da conversa; estás com ricos e lamentas ser pobre.

Querias ser bom em tudo. E és apenas um talento médio. Em poucas coisas.

Tens outros dons. Entre eles, a capacidade de amar e de ser amado; o desejo e a possibilidade de entrega; uma vida que podes dedicar a Deus e aos outros. A tua alegria está aqui, não está nas comparações.

Não te deixes enganar pela velha mentira que continua a assaltar o teu coração. Ganhar o mundo inteiro não vale nada.

Não. Tenho, simplesmente, um grande desejo de estar com Jesus. E a convicção de que na Missa encontro a graça e a luz para as lutas de cada dia.

Obrigação? Tento não fazer nada por obrigação. Quero ir à Missa todos os dias por amor. E como noto a diferença da comunhão diária! Não sou melhor do que tu, mas sou melhor do que era.

Há tempo, sim: há Missas a muitas horas. Pode é não sobrar tempo para outras coisas, menos importantes.

Jesus não pede uma entrega menor aos que não são padres. Pede a mesma radicalidade da santidade, que vai buscar forças à Eucaristia. Não quero ser padre, quero ser santo. Tu não queres?

Quando não é gratuita, a exigência é um bem: ajudar cada um a dar aquilo de que é capaz, ensinar a trabalhar com brio, com o esmero próprio do amor, elevar o coração aos ideais mais altos.

Se tens de guiar ou educar, deves aprender também a exigir. É um direito de quem confiou em ti.

Mas não confundas a exigência com as palavras duras e o rosto fechado. O durão teme-se, não se segue.

Exige com o exemplo. De tal modo que sejam precisas poucas palavras. Que te vejam entregue, fiel, discreto, temperado. Depois disso, basta um sorriso.

Se O amasses dava-te mais trabalho. Assim, tratando-O apenas com respeito, manténs uma certa distância, uma certa frieza que não complica muito a tua vida e não te compromete.

Deixa o Senhor conquistar o teu coração. Não faças cálculos, não sejas egoísta, não sejas orgulhoso. Não tenhas medo do que dizem os outros.

A admiração que sentes por Jesus é verdadeira e boa. Mas muito pequena quando comparada com a experiência do Seu amor. Prova-o.

Ouves, condescendente, como outros falam da sua mãe com tanta admiração. Parecem-te ingénuos porque não conhecem a tua. Oh! Como é admirável!

Há uma eterna desproporção entre o que devias e o que podes agradecer. Darias a vida para honrar a tua mãe e sabes que nem por isso te pareceria justo o agradecimento.

É assim a desproporção e deve ser essa a medida do teu esforço.

No dia da mãe, cresce na consciência de filho. E agradece a Deus que te julgou digno de tão grande amor. Sinal (e pequena parte) do Seu amor por ti.

Mas não é para contar. Nem sequer te pediram segredo, mas é pessoal, é íntimo, é para guardar.

Não vais contar a ninguém e ninguém vai saber que foste capaz de não contar porque ninguém saberá que sabias! E vão falar do assunto e tu vais ouvir como uma novidade.

Não vais contar por esse gostinho frívolo da fofoca. Nem vais contar se for um fardo pesado que alguém partilhou contigo: partilha-o com Deus que o saberá tornar leve.

Não é fácil encontrar alguém discreto em quem se possa confiar. Mas são quem mais depressa recebe o nome de bom amigo.

E os dois levam-te até Jesus.

Por isso, não tenhas medo de exagerar no amor a Nossa senhora ou a São José. Eles não deixariam que essa devoção tivesse outro fruto que o de unir-te ao seu amado filho.

Maria é um detalhe muito humano numa história divina. Recorre e ela como a criança mais simples, sem vergonha, desde o lugar em que estás.

E hoje, dia do Santo trabalhador, pergunta a José como honrar tão querida mãe.

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