Dizes tanto isto! Já não te adaptas, já não te privas. Estás sempre a medir o teu conforto e aquilo que os outros devem solucionar. Tu és a medida: o que tu precisas é o que todos devem ter.

E fazes exigências: na comida, no transporte, na temperatura, nas horas, no sono, na luz, no método... tu precisas. E adquires direitos de propriedade: o teu lugar, o teu jornal, a tua caneca, a tua almofada, o teu momento... tu precisas.

Não precisas nada! É importante que tenhas bons hábitos, mas não te faz mal nenhum privares-te deles de vez em quando para não incomodar toda a gente. Hoje dormes um bocadinho pior, hoje comes uma saladinha, hoje bebes água, hoje ficas mais desconfortável, hoje não és a exceção... é disso que precisas!