Falas bem, és inteligente e tens piada. Por isso consegues ser muito mau: disparas para toda a gente (sempre pelas costas), mandas abaixo com cinismo e ironia; destróis o que os outros fazem, sobretudo se tu fizeste parecido (ou sonhavas fazer).

É desagradável estar contigo. Vives amargurado, triste, magoado. E desconfio que falaste mal de mim assim que eu saí.

Não pode ser tudo tão mau. Nem os outros, nem as suas ideias, nem os seus propósitos. Provavelmente, são melhores que tu. Pelo menos, fazia-te bem pensares assim, com mais humildade, com mais unidade, com mais esperança.

E cuida da Igreja. Esse vicio de criticar todas as pessoas e instituições que não fazem como tu fazes, dá ideia de que és tu o nosso salvador. Não és. Cala-te.