Não te importa a verdade. Não te importa o bem ou o mal, o certo ou o errado. Não te importa o fim ou o sentido.
O teu deus é o equilíbrio, a moderação. Um pouco disto, um pouco daquilo, um pouco de mal e um pouco de bem. Conhecer o mais possível, com a ideia de que não pode ser mau se não for em demasia.
A tua religião é a segurança, estar bem com a vida, agradar sem te prenderes, nunca dar tudo, guardar para ti, dominar a situação. É assim que rezas.
Às vezes dizes que estás a caminho, que estás à procura. Mas não: estás parado. Confortável num templo sem altar porque não há sacrifício, não há entrega, não há cruz. Não há amor. O teu deus és tu.

