Também virei as costas a Deus, também fugi com os seus dons, também roubei a herança. Também O neguei como Pedro, também O traí como Judas.

E também chorei ao vê-lO esperar-me ao pé da porta. E no abraço, para mim misterioso, de quem tudo perdoou ao ver-me esfarrapado.

E voltei a fugir, ingrato, depois de sentir o Seu perdão e conhecer a Sua cruz.

E Ele ali ficou, esperando —amando!— até ao fim.

Seja eu grato, possa eu ver, saiba eu ouvir, para não fugir nunca mais, mesmo sabendo que este Pai não desistirá de mim.