É chocante. Os que mais devíamos perdoar somos, às vezes, os que mais murmuramos. Apanhamos alguém pelas costas e fazemos dele o mais desprezível dos homens. Porque o vimos agir mal, porque nos disseram que agiu mal, porque achamos que deve ter agido mal, porque já conhecemos o género, porque não nos caiu bem... tanto faz.

Gozamos com quem não está presente sem ligar à verdade, sem ligar ao bom nome e sem ligar à vida que Cristo entregou para salvar aquela alma. Criticamos com uma leveza espantosa, com uma superioridade ridícula, com uma satisfação mesquinha que nos prova bem abaixo do que criticamos.

Como esperamos, assim, que confiem nos cristãos?

O teu Deus aprovaria essa conversa? Não a tenhas.