Imagina um jovem que em 2026 se põe a pensar sobre sexo. Imagina que chega à conclusão de que tem à sua disposição um dom. E por isso desenha um sonho: guardar este dom para alguém a quem possa dizer "amo-te". Imagina que luta por esse sonho, até encontrar a tal pessoa: não dorme com nenhuma outra, não vê pornografia, não se masturba... Agora imagina que o sonho se realiza: encontra essa pessoa e entrega-se totalmente.

Imagina a alegria com que disse "amo-te". E imagina como terá desfrutado, finalmente, do sexo sobre o qual investiu tanto esforço. Imagina que não se desiludiu, porque não tinha comparações. Imagina que não invejou ninguém, porque não houve mais ninguém. Imagina a felicidade com que se entregou totalmente, porque não havia pedaços perdidos por aí. Imagina o orgulho com que testemunhará o seu exemplo, porque conseguiu ser livre, dono de si próprio.

Mesmo imaginado, é uma loucura, não é? Pura loucura. Mas, na verdade, loucura por loucura, antes da pura!