Vamos parar isto por uns dias!
Talvez surjam boas ideias para o novo ano. Se tiveres alguma, envia.
Reza por nós.
Compra uma t-shirt.
Até breve.
Vale a pena saíres de ti próprio para viver em Deus. Vale pena alargar o coração para caberem todos. Vale a pena ter ideais grandes e lutar por eles. Vale a pena aceitar a debilidade e desconfiar da própria força. Vale a pena largar apegos e ser livre com pouco. Vale a pena dar sem pedir nada em troca. Vale a pena ser fiel até ao fim por muito áspero que seja o caminho.
Se queres ser santo, terás de ser generoso. Mas está ao teu alcance. E é o único que vale a pena.
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Link na bio para o caderno com os posts do Jubileu dos Jovens e as palavras completas do Papa Leão.
És um cristão inquieto. Tens sonhos para a Igreja, pensas no futuro, desenhas estratégias de evangelização. Tens iniciativas, fazes-te ouvir.
Mas não te esqueças do principal: para crescer na amizade com Jesus, não é preciso inventar nada, nem criar estratégias. Oração, Missa, Confissão, caridade. Sem esta proximidade, bem te podes mexer, gritar ou chorar, mas não é de Cristo que falas.
Por isso, deixa de dizer que os cristãos deviam passar menos tempo na igreja e mais tempo a fazer não sei o quê. Se não passam tempo acompanhando Jesus e recebendo os sacramentos, não têm nada para dar.
Sabemo-lo tão bem e continuamos a cair na armadilha. Quantas vezes és dominado pelo telemóvel, pelas redes sociais, pelo trabalho, pelo dinheiro, pela comida...
E já farto dessa escravidão, dás-te conta do tempo que perdeste, do egoísta que foste, da saciedade que as coisas prometem e nunca dão.
Aprende a viver em liberdade. Não te deixes enganar por necessidades inventadas, urgências irreais, fomes momentâneas. Podes viver com menos e ganhar tempo para Deus e para os outros.
E podes ser mais lento, menos eficaz, se for o preço de não ser escravo. Larga coisas, oferece-as, deita-as fora. Domina-te.
É difícil falar de Jesus. Não querem saber, preferem rir-se. Às vezes nem tens uma base comum de conversa porque as ideias cristãs são desconhecidas. Parece que falas outra língua.
Mas podes ser amigo de todos, também de quem tem opiniões diferentes, se procuras amar com o coração de Cristo.
Essa amizade é eloquente e mostra, antes das palavras, a novidade que queres apresentar a todos.
Ninguém é indiferente ao amor de Deus: se o queres explicar, mostra-o.
Fica connosco para sermos capazes de perseverar, para não nos esquecermos da tua chamada na confusão do dia-a-dia, para nunca perdermos de vista que é só por Ti que vivemos.
Fica connosco, fala-nos, lembra-nos, bate à porta do nosso coração, muitas vezes, para nunca deixarmos de te procurar.
Fica connosco no momento da tentação, para sabermos o que fazer. Fica connosco quando te dissermos que não queremos que fiques, para corrermos rápido de volta a Ti.
Um miúdo mimado quer ser o centro do mundo, que tudo se adapte aos seus gostos, que alguém resolva os seus problemas.
Quer desfrutar, deixando para outros todo o sacrifício. Acha que sabe o que lhe traz prazer e felicidade, e berra, chora, para não o perder.
Um miúdo mimado não chega a saborear a alegria da entrega. Não sabe o que é, desconfia. Não tem segurança porque vê o seu mimo sempre ameaçado. É um miúdo triste.
Liga-te às pessoas, compromete-te, aceita passar vergonhas, dá o teu lugar, olha nos olhos, ouve, serve... Cresce.
Senhor, sei que queres que eu seja a Tua voz, que te escondes para te fazeres presente através de mim, que te calas para que eu não emudeça.
Obrigado por me quereres teu instrumento, mas como vão crer se o mensageiro é tão débil?
Que te vejam só a Ti, que eu não tenha nenhum brilho. E assim, nem os meus defeitos, nem os meus talentos, serão obstáculo para te anunciar.
Que te vejam, Jesus, não a mim. Tu vês-me.
Já o experimentaste? Depois de um passo de generosidade que tinhas medo de dar, uma grande alegria e esperança nos frutos dessa decisão.
É que Deus pede que te entregues mas sabe, como ninguém, premiar essa entrega. E rapidamente notas como é Ele mesmo quem sustenta a tua fidelidade.
Só não tens esperança quando pensas que depende tudo de ti.
Estás longe da santidade. E ao mesmo tempo, estás tão perto, se deixares que Deus te faça santo.
Não vem da tua fortaleza, nem das idas ao ginásio, nem da inconsciência.
Precisas de coragem para as lutas que arrastas há tanto tempo, para a falta de entrega, para a falta de vontade, para a moleza, para a preguiça, para a vaidade, para a falta de compromisso.
Essa coragem é diferente da temeridade, é um dom consciente de ti próprio, que só por amor podes fazer.
Como mudarias se passasses mais tempo com Cristo, na oração e na eucaristia, deixando-te contagiar pelo Seu amor infinito.
Pões esperança na saúde, no bem estar, na vida social, na segurança, na fama. E não encontras paz.
Talvez tenhas procurado Jesus pelo mesmo motivo, esperando um milagre, a resolução dos problemas, o fim das dores. E nada.
É que Ele sabe que nem isso te preenche. Estás feito para mais, estás feito para Deus e não descansarás sem O encontrar.
Então terás a paz que nenhuma realidade criada te deu. E que nenhuma realidade criada te poderá tirar. Antes da felicidade, procura o sentido. Serás feliz se O encontrares.
Escolher é arriscar. Amar é escolher. Amar é arriscar.
Deus correu o risco da nossa liberdade, quis que O pudéssemos escolher ou recusar porque não há forma de amar sem ser livremente.
A tua vida está cheia de provações, pequenas e grandes, no esforço por fazer o bem, no peso de aceitar a dor. Podes desistir e revoltar-te. Ou podes escolher aceitá-las como um convite de Deus: a tua fidelidade é sempre resposta a um amor que te chamou primeiro.
E quando sentires o medo de arriscar por Ele, lembra-te que já arriscou tudo por ti, entregue no alto da cruz. Quem escolhes?
Querias ser forte e capaz de tudo, como alguns acham que és. Querias, pelo menos, conseguir vencer as misérias que te envergonham. Querias ter outras fraquezas, as que desculpas nos outros, e não essas a que dás luta há tanto tempo.
Mas és frágil, muito frágil. Tentas e falhas, prometes e não cumpres. Enches-te de bons sentimentos com a mesma rapidez que os esqueces. Decides-te a mudar, cheio de fervor, e continuas o mesmo. Dizes a Deus que O amas, mas, tão frágil, já não sabes se é verdade.
Deus sabe. Deixa que sejas assim. Quer-te frágil, necessitado, humilde, para que estendas a mão para a Sua fortaleza. Quer mostrar que te ama, antes de tu Lhe mostrares que és capaz de O amar.
És mais belo assim, nessa frágil incerteza, protegido por mãos delicadas que te moldaram uma vez e te reconstruirão sempre.
Que diferença para a mera vida social em que nos teus amigos te amas a ti próprio. As boas amizades aproximam-te de Cristo porque O vês nos teus amigos, porque O imitas ao ser amigo.
Não o és verdadeiramente se afastas os outros de Deus, ou se os deixas ir, sem fazeres nada, para longe da fonte de toda a alegria.
Pensa num dos teus muitos amigos. Rezaste por ele hoje? Alguma vez tiveram uma conversa séria? Qual foi a última vez que estiveste só com ele? És sincero? Sabes ouvir se te chama a atenção? Sofres quando ele sofre? Cuidas dessa amizade ou esqueces-te?
O que podes fazer para imitar o que Jesus, o melhor amigo, faz contigo?
O Papa disse-o a uma multidão impressionante de jovens, unidos pela mesma fé, que mostravam em altas vozes a sua adesão a Cristo e união à Igreja.
Regressado, deves ser agora essa mensagem de esperança onde não podes gritar, onde talvez estejas sozinho, onde não te acompanha uma onda de entusiasmo.
A casa, o trabalho, a escola, a rua, a família, os amigos, os colegas, os vizinhos... São lugares e missões que o Senhor te confia, onde há, talvez oculta, uma infinita sede de Deus.
A vida muda com um sentido de missão. Nos dias cheios em que antes encontravas pouco tempo para Deus, sabes agora que levas, para dar, mãos cheias de esperança.